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Dicas e informações

UTILIZAÇÃO DE CINTAS DE ELEVAÇÃO

26/06/2014


A formação dos tipos preferidos de olhal flexível esta ilustrada na Figura 1:


Figura 1 – Tipos preferidos de olhais flexíveis



NOTA 1: Os olhais dobrados são formados dobrando-se as partes da cinta que formam o olhal uma na outra, para estreitar o perfil do engate. As duas bordas são costuradas juntas ou na própria cinta.

NOTA 2: Os olhais dobrados também podem se reversos.

NOTA 3: Os tipos de olhais ilustrados não são limitados.

NOTA 4: Para maior clareza, o reforço de olhal foi omitido das ilustrações, mas o reforço de olhais flexíveis é uma exigência deste padrão.

Reforço dos Olhais Flexíveis

Os olhais flexíveis devem ser reforçados para proteger a superfície interna contra danos durante a elevação e no ponto de atrito, em caso de elevação tipo forca.

NOTA Como exemplo de material de reforço adequado, cita-se uma luva ou peça de tecido ou de couro, ou ainda de qualquer outro material durável.

Código de Coloração

O código de coloração para indicação do CMT da cinta deve ser conforme as Tabela 1.

Os componentes de tecidos costurados de quaisquer outros limites nominais de carga de trabalho não indicados na tabela 4 não podem ser assinalados como as cores indicadas.

Tabela 1  – Capacidade de carga com uma cinta


Tabela 1 - Carga de ruptura admissível de cintas com acessórios

Os acessórios devem atender à EN 1677 Partes 1 a 5 e à ABNT NBR ISSO 16798.

O acessório em contato com a cinta deve ter acabamento de tal maneira que, ao ser ensaiado:

a) não haja dano na área da cinta em contato com o acessório;

b) a cinta resista a carga de quatro vezes a CMT.

Os acessórios soldados devem ser posicionados de tal modo que as soldas permaneçam visíveis quando a cinta estiver em operação.

Um corpo de prova de cada tipo de cinta com acessórios deve ser ensaiado para verificar a interação da cinta com o acessório.

Caso durante a verificação, a cinta representativa não resista a uma força equivalente a quatro vezes o CMT (com acessórios metálicos), ensaiar três cintas representativas suplementares  do mesmo lote, que devem sustentar uma carga não inferior a 95% do CMT em qualquer das três amostras ensaiadas.

Reforços e proteções contra danos provocados por cantos vivos e/ou por abrasão

O reforço de proteção, quando fornecido, deve ser montado na cinta, na forma de uma luva, que deve ser incorporada na cinta.

Itens de proteção corrediços, quando fornecidos, devem ser acoplados  às cintas de modo a permitirem livre posicionamento sobre a parte da cinta que deve ser protegida.

NOTA Como exemplos de materiais adequados para reforço e proteção, recomenda-se o uso de fitas, tecidos trançados, couro ou outro material durável.

Seleção e Uso Correto de Cintas Planas

Na seleção e especificação de cintas, deve-se dedicar consideração especial à carga máxima de trabalho exigida, levando-se em conta o modo de uso e a natureza da carga a ser içada. As dimensões, forma e peso (kgf) da carga, associados ao método de uso pretendido, a área de trabalho e a natureza da carga são todos fatores que afetam a seleção correta.

A cinta selecionada deve suportar a carga, ser suficientemente forte e ter o comprimento correto para o modo de uso. Caso mais de uma cinta seja usada para elevar uma carga, todas devem ser do mesmo material e capacidade. O material do qual a cinta é manufaturada não pode ser afetado adversamente pelo ambiente de trabalho ou pela carga.

Deve-se também considerar os acessórios auxiliares e os dispositivos de elevação devem ser compatíveis com a(s) cinta(s). Os terminais das cintas podem ser olhais flexíveis ou acessórios metálicos escolhidos em função da adequação ao acoplamento com a maquina de levantamento de carga.

Ao se utilizarem cintas com olhais flexíveis, o comprimento mínimo do olhal para uma cinta a ser usada com gancho deve ser no mínimo 3,5 vezes a espessura máxima do gancho em contato com a cinta e em qualquer circunstância o ângulo interno formado no olhal da cinta não pode ser superior a 20°.

Ao se conectar uma cinta com olhais flexíveis a um equipamento de elevação, a parte do conjunto que suporta a cinta deve ser essencialmente reta, a menos que a largura de suporte da cinta seja inferior a 150 mm, caso em que o raio de curvatura da fixação do aparelho de elevação deve ser de no mínimo 1,5 vez  a largura de suporte da cinta.

Cintas com largura igual ou superior a 150 mm podem ser afetadas pelo raio interno do gancho, como resultado da curvatura desse gancho. O desempenho da cinta poderá ser comprometido tendo em vista a ocorrência de uma acomodação inadequada (redução da área de contato) da cinta no gancho, conforme Figura 2.


Figura 2 – Ilustração mostrando a acomodação inadequada de um olhal de cinta, em um gancho com raio muito pequeno.

NOTA  Para maior clareza, o reforço do olhal não é mostrado.

Não podem ser utilizados mais de dois pares de olhais em um mesmo gancho. Não é indicada a sobreposição de olhais no mesmo gancho (ver Figura 3).


Figura 3  – Formas incorretas de utilização 

As cintas não podem ser sobrecarregadas. Deve-se utilizar de modo correto o CMTE indicado na etiqueta. No caso de cintas de varias pernas, o ângulo máximo (60º) com a vertical não pode ser ultrapassado.

As boas práticas de segurança na movimentação de cargas devem ser seguidas. As operações de guindar, suspender e abaixar cargas devem ser planejadas antes de se iniciar a elevação (evitar movimentos bruscos).

As cintas planas devem ser corretamente posicionadas e fixas à carga de maneira segura, de tal forma que a carga fique uniformemente distribuída pela largura da cinta. As cintas nunca podem estar torcidas ou com nós. Não podem ser emendadas cintas diretamente com outras cintas. Utilizar exclusivamente conectores ou manilhas (ver Figura 4).


Figura 4  – Formas de trabalho

Danos às etiquetas de identificação podem ser evitados, mantendo-as distantes da carga e do gancho de elevação.
O método correto de segurar uma carga na forma de forca dupla esta ilustrado na Figura 4, sem sobreposição da cinta. Esta forma de movimentação fornece maior segurança e minimiza a possibilidade de deslizamento da carga pela cinta, porém recomenda-se a utilização de cintas em pares (ver Figura 6)


Figura 5 – Sistema de forca dupla


Figura 6 – Formas de trabalho sem sobreposição das cintas.




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